Chegamos ao final de um processo: Eleições 2010. Por aqui ocorreu tudo na mais parfeita normalidade, foi bom poder falar um pouco dos projetos e das candidaturas, com um olhar meu, sempre parcial, claro, mas de forma respeitosa e jamais difamatória.
Quero agradecer a todos aqueles que acompanharam este processo eleitoral por aqui. Aos que comentaram e aos que ficaram, como dizem, "na moita". O importante mesmo é a reflexão e a multiplicação dos pensamentos, dos livres pensamentos.
Só daqui há alguns anos poderemos dizer de fato o que esta eleição representou pro Brasil e pro Rio Grande do Norte, mas hoje já podemos afirmar um fato: nunca se falou tanto em política. E boa parte dessa evolução partiu de nós, jovens, ligados neste espaço magnífico que é a internet. Fomos capazes de sensibilizar os homens dos tribunais a assumirem que a liberdade não pode ser restringida, que a democracia só é completa se ela puder estar viva seja em qual for o meio. Na internet, os dedos são capazes de arquitetar mentiras, mas os mesmos dedos tem a força capaz de encurtar mais ainda as pernas pequenas dos boatos.
Fomos capazes de entender os argumentos contrários, com civilidade e respeito. O confroto de idéias na internet, se converteu no exemplo mais perfeito de democracia. Na internet, não importa se você é Dilma ou Plínio, o espaço é o mesmo e a voz pode ser ouvida por quem quiser ouvir.
Pela internet ficou mais difícil disfarçar, esconder as fragilidades, dar golpes de mestre. Pena que nós ainda não podemos destacar a internet como um meio preponderante para as decisões tomadas na urna. A pobreza que assola o nosso país e a falta do acesso democrático ao computador, ainda deixa para o futuro o exercício mais determinante deste meio no resultado oficial.
De sorte que demos um passo importante, conquistamos o nosso espaço e a cada pleito que se passar, depositaremos na internet a esperança de uma reforma digna nas nossas instituições e na nossa democracia, torcendo cada vez mais que o espírito político da internet se transfira para nossas vozes, hoje tão descrentes com os rumos tomados pelos nossos representantes.
Hoje estou em Macau. Por aqui é grande o fervor, as tropas da Polícia Federal já tomaram as ruas, intimidando quem ainda insiste em fazer do voto uma moeda de troca. Mas a dúvida, que só será respondida amanhã, será se aqui em Macau vencerá a legítima e inquestionável vontade do povo ou a vergonhosa e intimidadora vontade de um governante.
Dedos à postos, é hora de votar.
2 comentários:
Muito bom,adore!
A sua opinião sobre o cenário político,maravilhoso,mas deve ser mais parcial hehehehehe,pelo menos no blog
xero
Flávio, Marina foi o nome dessa eleição. Me surpreendi bastante com o resultado final. Aos brasileiros que tiveram uma grande atitude no dia da eleição, Parabéns!
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